Foto: Cafrolina Lauriano / G1
Depois de ouvir o pedido de perdão da faxineira Aurinete Messias da Silva, mãe do menor de 17 anos que confessou ter participado do crime que terminou com a morte de Marcos Jara, Jane de Albuquerque, mãe do lutador assassinado, disse que a perdoava, mas não o adolescente detido.
“Não posso perdoar ele, mas perdoo à senhora, porque não posso lhe culpar por isso”, disse Jane, que ainda foi ao carro onde estava o menor detido para questionar sobre o crime. O adolescente agiu com rebeldia.
De acordo com o delegado da 36ª DP (Santa Cruz), José Moraes, responsável pelas investigações, o menor foi detido nesta quarta (10), próximo à Favela do Aço, na Zona Oeste do Rio, e disse em depoimento que foi seu comparsa, de 15 anos, quem atirou no lutador. Ele foi encaminhado para o Ministério Público e vai responder por ato infracional análogo ao crime de latrocínio (roubo seguido de morte). O delegado afirmou que as buscas por esse outro adolescente continuam. Ambos têm passagem pela polícia.
O lutador, que morava nos Estados Unidos, seguia com um amigo americano para passar as festas de fim de ano em Angra dos Reis, na tarde do dia 24 de dezembro, quando parou no acostamento da estrada na Zona Oeste para pegar um objeto na mala do carro e foi abordado por dois criminosos.
“Ele saiu tão feliz de casa naquela dia”, desabafou Jane, muito emocionada, na Chefia da Polícia Civil, no Centro, nesta quinta.
A mãe do menor detido afirmou que não sabia do envolvimento do filho com o tráfico de drogas e que esse episódio está acabando com sua vida. “É muita dor, não sabia de nada, a gente sempre é a última a saber das coisas”, disse ela, emocionada.
“Hoje morro em paz, mas ainda quero realizar todos projetos do meu filho, ajudar crianças carentes”, disse a mãe de lutador assassinado, após prisão de menor Ela firmou que está em depressão e só tem vontade de dormir. “Ele deixou muito amor e muitos amigos por onde passou”.
Investigação
O delegado contou que os dois adolescentes deviam R$ 3 mil à boca de fumo da Favela do Aço e esse foi o motivo do assalto. A pistola apreendida pela polícia teria sido fornecida pelo chefe do tráfico, conhecido como Quinho e que, segundo José Moraes, também é procurado pela polícia.
Segundo a polícia, Marcos Jara não foi morto ao reagir ao assalto. Ele e o americano foram baleados quando Jara tentou tirar a arma de um dos menores. O americano ferido foi jogado para fora do carro e socorrido por moradores de uma favela. Já o lutador, seguiu com os criminosos, que renderam um mecânico para dirigir o carro, pois Jará estava incapacitado de conduzir o veículo.
O delegado contou que no trajeto, o lutador pedia pela vida. Quando conseguiram descobrir onde estava o dinheiro, cerca de R$ 5 mil, os adolescentes deram um valor para o mecânico retornar e rederam um outro carro, na Favela do Sapo, em Senador Câmara. Foi neste momento, de acordo com o delgado, que o menor de 15 anos pediu a arma e deu um tiro na cabeça do lutador. “Foi um tiro de misericórdia”, disse o delegado.
Ainda de acordo a polícia, eles seguiram para Campo Grande. O motorista do veículo rendido teria deixado os menores na rodoviária.
O carro em que Jara e o amigo viajavam pertencia ao ator Luciano Szafir, amigo do lutador.
Fonte: G1
SOUSA NETO
O comerciante Cristiano Braga Folha, dono da Drogaria Servem Bem e o ex-policial militar do rio de Janeiro, Fábio Luís dos Santos, foram presos ontem, em São Raimundo Nonato, ma 517 quilômetros ao Sul de Teresina, por policiais lotados no grupo Força Tarefa Especial – FTE, sob o comando do delegado Evaldo Farias, como acusados de estelionato e receptação dolosa (com intenção).
Segundo o policial Fred Maia, chefe de investigações do grupo, o fato começou a ser investigado quando a comerciante Suelí Ribeiro de Assis, dona da empresa Natureza, especializada em produtos naturais, denunciou na Delegacia Regional de São Raimundo Nonato que estavam sendo vítima de um golpe, chegando a afirmar que o ex-militar carioca Fábio Luís estava usando o seu nome e o CNPJ de sua empresa para comprar o produto conhecido como Cogumelo do Sol, não sabendo informar onde ele estava guardando o produto.
Ao tomar conhecimento, o delegado Evaldo Farias determinou que diligências fossem realizadas no sentido de localizar Fábio Luís e ao ser preso, ele terminou confessando a prática do crime e informando que os medicamentos por ele comprados com o uso dos dados da comerciante, estavam sendo entregues no endereço do comerciante Cristiano Braga, dono da Drogaria Serve Bem e quando os policiais lá chegaram, em companhia da vigilância sanitária, encontraram alguns frascos do produto e em seu apartamento várias caixas, o que motivou a sua prisão em flagrante.
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