Piauí deixa de ser Estado mais pobre do Brasil, aponta a FGV

26/09/2009 às 11:37

De acordo com o levantamento “O Atlas do Bolso dos Brasileiros”, da Fundação Getúlio Vargas, publicado ontem, o maior patamar de pobres está em Alagoas, com 38,8% do total da população. O estado é seguido por Maranhão (33,75%), Piauí (32,38%), Paraíba (29,20%) e Sergipe (26,56%).

Segundo o levantamento, O estado de Santa Catarina é o que aparece na liderança do ranking ABC, com 82,32% da população nessa faixa de renda. Completam as primeiras posições os demais estados do Sul, Paraná com 79,85% e Rio Grande do Sul com 73,29%. No extremo oposto estão os estados nordestinos Maranhão (32,22%), Alagoas (32,25%) e Piauí (36,99%).

Em todo o país, 16% da população são incluídos na camada mais pobre. Do total de desempregados no país, 25,6% estão na classe D.

Entre os empregados agrícolas, 22,3% também estão na classe D.

Santa Catarina tem a menor proporção de pobres no país, com 4,53% da população pertencente à classe E.


RICOS E POBRES
- A capital do país concentra a maior proporção de pessoas na classe alta no país, de acordo com dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), baseados na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Do total da população do Distrito Federal, 26,5% pertencem à classe AB.

Em todo o Brasil, essa classe representa 10,4% do total.

Em 2007, a classe alta significava 27,4% da população do Distrito Federal.

Por outro lado, 3,08% da população do Maranhão estão na classe AB, o menor nível entre todos os Estados do Brasil.
 

Ao mesmo tempo, o Estado nordestino tem a segunda maior proporção de pobres, com 33,8% da população classificada na classe E. Em relação a 2007, diminuiu a proporção de pobres no Maranhão, já que naquele ano, 38,3% estavam na classe E. Pelos critérios da FGV, compõem a classe AB quem tem renda domiciliar superior a R$ 4.807; entre R$ 1.115 e 4.806, estão os integrantes da classe C; com renda domiciliar de R$ 768 a 1.114, estão o brasileiros da classe D; e finalmente, quem tem renda domiciliar inferior a R$ 768 está na classe E.

 

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