DA REDAÇÃO CENTRAL DO AI5PIAUI
Fotos: ai5piaui
Derramamento de água, prostituição, pirataria. A conhecida Praça da Bandeira, situada no Centro de Teresina é um exemplo claro da ineficácia do poder público. A reportagem do ai5piaui passou uma tarde na praça. Encontrou um derramamento de água, camelôs vendendo produtos contrabandeados, sem nota fiscal e mulheres vendendo o corpo para poder comprar alimentos.
O vigia da praça só aparece a noite. Uma torneira no meio da praça geralmente fica aberta. O líquido precioso derrama o dia inteiro.
Aos olhares de policiais militares, designados para manter a ordem na Praça da Bandeira, camelôs oferecem vários produtos sem nota fiscal. A maioria dos produtos é telefone celular.
Repórter: ‘Qual o preço do celular?’
Camelô: ‘Chegado, pra você eu faço por R$ 60’
Repórter: ‘Tem nota fiscal?’
Camelô: ‘Precisa não. Tem procedência’
Repórter: ‘E quem me garante que não é roubado..?’
Camelo: ‘Eu’.
Os camelôs afirmam que estão expondo seus produtos na praça porque lá não pagam taxa [os que têm Box no Shopping da Cidade pagam uma taxa para manutenção]. Reclamam que os clientes geralmente não andam em todo o shopping.
Ao lado dos camelôs mulheres oferecem sexo por R$ 20,00. ‘É para eu comprar comida e criar os meus filhos’, disse uma delas.
Quem senta em um dos bancos da praça logo é abordado por uma das mulheres que oferece sexo.
Enquanto isso, no meio da praça, a torneira permanece aberta, configurando o desperdício de água tão combatido em campanhas feitas pelo poder público, o mesmo que administra a Praça da Bandeira.
Desde a inauguração do Shopping da Cidade que a Praça da Bandeira se tornou a mais movimentada de Teresina.

