Economia

Novo salário mínimo não chega a ‘540 contos’

02/09/2010 às 9:40

O projeto para o Orçamento de 2011 determina apenas a correção pela inflação para o salário mínimo que vigorará a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Com a incorporação da variação do INPC prevista para este ano, o valor será corrigido dos atuais R$ 510,00 para 538,15. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Paulo Bernardo, logo após encontro com o presidente do Senado, José Sarney, para a entrega da proposta orçamentária para exame no Congresso.

Ao ser questionado se o salário mínimo ficaria sem aumento real, Paulo Bernardo reiterou que o governo se limitou a aplicar a regra que vinha sendo aplicada nos últimos anos – a correção pela inflação do ano anterior àquele que é dado o reajuste somada ao crescimento do PIB do ano anterior ao da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Como o PIB de 2009 foi negativo, o reajuste apenas reflete a variação da inflação.

Entretanto, a LDO de 2011, em que foram definidos parâme-tros para a elaboração do projeto do texto orçamentário, previu que o projeto do Orçamento deveria assegurar recursos necessários para ao atendimento da política de aumento real do salário. Pelo texto, esse aumento deve resultar de negociações com as centrais sindicais.

Em tese, portanto, os novos valores ainda devem ser acertados e incorporados ao projeto pelo relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF). O ministro, no entanto, evitou comentários sobre os novos movimentos em relação ao valor definitivo no salário mínimo, decisão esperada para depois das eleições, com participação de interlocutores indicados pelo candidato que sair vitorioso na disputa presidencial.

O ministro adiantou que ao longo de outubro enviará um quadro mais atualizado sobre o crescimento da economia em 2010. Isto porque a proposta orçamentária enviada ao Congresso teve base em uma variação do PIB de 4,5% para este ano.

Do pouco que o ministro antecipou sobre a proposta na rápida entrevista, o que se pode dizer é que o projeto do Orçamento, sem considerar os efeitos contábeis da rolagem de títulos da dívida pública, envolve montante global de despesas ao redor de R$ 1,1 trilhão. Ele disse ainda esperar que a próxima equipe de governo possa tomar posse, em 1º de janeiro do próximo ano, com a proposta já aprovada pelo Congresso.

EMPREGOS. Teresina vai ganhar fábrica de lingerie

01/09/2010 às 7:36

O prefeito Elmano Férrer recebeu nesta quarta-feira (01\09) os representantes da empresa Hope do Nordeste que pretendem instalar até 2011 uma filial da sua fábrica de lingerie no Pólo Empresarial Sul de Teresina. A perspectiva é que sejam gerados mais de 500 empregos, diretos e indiretos, na capital.

De acordo com Elmano Férrer, a economia de Teresina vem se fortalecendo cada vez mais e isso tem atraído muitos empreendimentos comercias, tanto de grupos nacionais, como também de multinacionais. “Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para ajudar a atrair mais investimentos para cidade. Nossa meta é desenvolver cada vez mais nossos pólos industriais”, ratifica o prefeito.

O líder do grupo Hope Nordeste, Daniel Czerwinski, agradeceu a forma como a Prefeitura se prontificou em colaborar com a instalação da indústria em Teresina. “Nossa fábrica já possui 44 anos de atuação nacional e, com o apoio da Prefeitura, iremos construir mais uma filial em Teresina”, comenta.

Piauí é destaque na Economist, a Bíblia da economia no mundo

27/08/2010 às 6:13

O Piauí volta a ser destaque, desta vez na publicação inglesa The Economist, a Bíblia da economia no mundo ocidental. A revista destaca o país, na matéria enunciada “O Milagre agrícola do Brasil”, como a grande esperança do mundo para a produção de alimentos. E mostra essa revolução a partir de uma fazenda no Estado do Piauí, a fazenda Cremaq, localizada no município de Baixa Grande do Ribeiro, no sul do Estado, a 583 km da capital.

A revista inglesa chegou a comparar os cerrados piauienses com o “Timbuktu do Brasil”, que diz respeito a uma cidade do Mali, na África, que fica à beira do rio Nigger e é considerada patrimônio mundial da Unesco.

Essa mesma matéria, que foi destaque no editorial e na capa da revista inglesa, também foi repercutida, nessa sexta-feira (27-08), por Nelson de Sá no Jornal Folha de São Paulo, com o título “A revolução”. Ele destacou que a revista inglesa ressalta que o “Brasil revolucionou suas fazendas” e ainda que essa revolução aconteceu nos Cerrados, a exemplo do Piauí onde “três centenas de quilômetros ao norte, no Estado do Piauí, a transformação está completa. Três anos atrás, a fazenda Cremaq foi uma experiência fracassada de cultivo de caju. Seus celeiros foram caindo e havia uma imagem de abandono completo.

Agora utiliza transmissores de rádio para controlar o tempo; executa o software SAP, emprega 300 pessoas sob responsabilidade de um gerente gaúcho. No interior da propriedade, existem 200 quilômetros de novas estradas cruzando os campos. Na época da colheita, ressoa o barulho dos caminhões que, dia e noite, carregam milho e soja para os portos distantes”, ressalta a revista inglesa.

A fazenda piauiense é propriedade do grupo BrasilAgro, que é uma companhia que explora oportunidades no mercado imobiliário agrícola brasileiro, comprando fazendas para serem valorizadas. Vale ressaltar, que a BrasilAgro tornou-se a maior empresa compradora de terras do País.

Essa companhia comprou a fazenda piauiense com o intuito de iniciar nessa propriedade um projeto de larga escala de produção de grãos e algodão, sendo hoje a soja o principal cultivo. O plantio foi iniciado em dezembro de 2007, em uma área de 3.545 hectares.

Fazenda piauiense também já foi destaque na revista Isto é Dinheiro Rural

A Fazenda Cremaq também já foi destaque na matéria de capa da edição nº 39 da Revista Isto é Dinheiro Rural, publicada em janeiro de 2008, com o título “Eles querem comprar sua fazenda”. A matéria tratava sobre os maiores compradores de terras do Brasil, fazendo uma referência aos sócios da BrasilAgro, que na época já tinham comprado quase 300 mil hectares e estavam de olho em novas fazendas de gado, cana, grãos, eucalipto.

Segundo a matéria, entre as áreas de atuação da BrasiAgro, está o algodão, a cana-de-açúcar, a pecuária e a soja, sendo que em relação a esse último cultivo, o investimento da empresa foi na Fazenda Cremaq (PI), na época avaliada em R$ 42,2 milhões.

Na matéria, o então diretor financeiro da BrasilAgro, Carlos Aguiar Neto, destacou “No fundo, nós fazemos os Alphavilles do agronegócio”. E citou como exemplo, o que está acontecendo no Piauí, onde a empresa comprou a fazenda Cremaq, de R$ 32,3 mil hectares, por R$ 42 milhões.

Ele ainda explicou que para cada real gasto na aquisição, outro real é investido em benfeitoria e disse que, depois, a fazenda seria dividida em vários talhões, com áreas próximas a dois mil hectares. Em seguida, elas serão revendidas a agricultores que, sozinhos, não teriam tido capacidade de desenvolver a região, que será voltada à soja. “O dinheiro do mercado de capitais nos dá a capacidade de antecipar movimentos e abrir novas fronteiras agrícolas”, disse Aguiar.

Veja abaixo matéria da Folha de São Paulo

São Paulo, sexta-feira, 27 de agosto de 2010

NELSON DE SÁ – nelsonsa@uol.com.br

A revolução economist.com

No gráfico da “Economist”, as terras brasileiras e seu potencial arável, o maior no mundo

Sob os enunciados “O milagre agrícola do Brasil” e “Como alimentar o mundo”, a “Economist” destaca em editorial -e na capa- que “há uma alternativa” ao agropessimismo, como chama a ideia recorrente de que “a humanidade só será capaz de se alimentar se destruir o meio ambiente”. A alternativa é o Brasil, visto há 40 anos como majoritariamente “impróprio para agricultura” e que “se tornou o primeiro gigante agrícola tropical e o primeiro a desafiar o domínio dos cinco grandes exportadores (EUA, Canadá, Austrália, Argentina e a União Europeia)”. Destaca três aspectos: a “revolução” aconteceu no Cerrado, não na Amazônia; o clima tropical permite reproduzi-la em países pobres; e ela foi obtida sem a proteção que marca EUA e Europa.

Na reportagem que originou o editorial, enviada da fazenda Cremaq, no Piauí, a revista ressalta que o “Brasil revolucionou suas fazendas”, detalha como atua a Embrapa e pergunta: “Poderá fazer o mesmo por outros?”. Mais precisamente, pela África.

PODER AOS EMERGENTES, NÃO

Na nova edição da americana “Foreign Affairs”, de setembro/outubro, o ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda, hoje na New York University, publica o texto “Não estão prontos para o horário nobre”, em que defende que “Brasil, China, Índia e África do Sul não estão preparados para se juntar ao leme das principais instituições internacionais”. Argumenta que os quatro “prejudicariam a governança global” com seu “trêmulo compromisso com democracia, direitos humanos, não-proliferação nuclear e proteção ambiental”. Uma versão reduzida foi publicada pelo “Los Angeles Times”, ontem. E no espanhol “El País” o mesmo Castañeda, ontem, concentrou o ataque no Brasil. Mais precisamente, na intervenção de Lula em favor da iraniana Sakineh Ashtiani -que cita como exemplo de que Brasil, China, Índia e África do Sul “não são partidários do regime jurídico internacional”. Encerra dizendo que, “se querem conservar suas posturas terceiro-mundistas, que sigam sendo isso: líderes do Terceiro Mundo e não do mundo, ponto”.

Piauí é o Estado que terá o maior crescimento no Nordeste

Piauí é o Estado que terá o maior crescimento no Nordeste

26/08/2010 às 4:44

O Piauí é o Estado do Nordeste que terá o maior crescimento econômico no próximo ano, segundo projeção realizada pela Datamérica, empresa de consultoria de Pernambuco. Segundo as projeções, o Nordeste manterá um crescimento acima da média nacional, com destaque para o Piauí.

Em 2011, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste cresça a uma média de 5,25%, acima dos 4,5% projetados para o Brasil. Segundo ainda a Datamérica, o Piauí será o Estado que mais vai crescer, chegando a um aumento do PIB de 5,8%. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (26/08) pelo Valor Econômico, mais importante jornal de economia do Brasil.

Ainda de acordo com a matéria do Valor Econômico, o principal motor da economia piauiense será o agronegócio. Essa atividade vem registrando crescimento constante no estado, diante da chegada de investidores de outros locais do país e da implantação de infraestrutura – estradas e energia – sobretudo na região dos cerrados.

Impulso já em 2010

As projeções da Datamérica são muito positivas já para este ano. Nem mesmo as enchentes em Pernambuco e Alagoas vão comprometer o desempenho do Nordeste, que ficará mais uma vez acima da média nacional.

Este ano, o impulso na economia nordestina está se dando especialmente pelo crescimento do consumo, através da inclusão de importantes segmentos populacionais. Com isso, o PIB da região irá crescer 7,7%, contra 7,1% esperados pelo mercado para o Brasil.

De acordo com Alexandre Rands, da Datamétrica, os estragos causados pelas enchentes não comprometeram significativamente a produção de cana-de-açúcar, principal atividade das regiões atingidas. “Se houver algum impacto sobre o PIB, será residual, mas acredito que não vai ter.”

Enquanto isso, o crescimento do consumo no Nordeste segue forte, refletindo o peso do programa Bolsa Família, bem como a maior oferta de crédito e o aumento do salário mínimo. Durante o primeiro quadrimestre deste ano, por exemplo, as vendas do varejo do Nordeste cresceram 13,12% sobre o mesmo período de 2009, com todos os Estados da região apresentando desempenho superior à média nacional.

O mesmo deverá acontecer com o PIB. Segundo Rands, todos os Estados nordestinos crescerão mais do que o Brasil, o que não acontecia nos anos anteriores. Para o ano que vem, a expectativa é que o Piauí lidere o crescimento na região, com 5,8%, turbinado pelo agronegócio.

O economista também chamou a atenção para uma tendência de redução nas distorções entre os desempenhos dos PIBs da região. Segundo cálculos da Datamétrica, a diferença entre o menor e o maior crescimento em 2010 será de apenas 0,79 ponto percentual.

Isso pode ser explicado, segundo Rands, pelo fato de o consumo das classes C e D do Nordeste, que é o que mais cresce, ser abastecido prioritariamente por uma produção local, de pequeno porte. “O valor adicionado local cresceu muito nos últimos anos e foi um fator importante nesse equilíbrio”, explicou o economista.

Empresários 'de fora' querem botar indústria em Teresina

Empresários ‘de fora’ querem botar indústria em Teresina

26/08/2010 às 4:30

Um grupo de empresários do ramo de cosméticos da cidade de Anapolis-GO, estiveram reunidos nesta quinta-feira (26), com técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Economico e Turismo-SEMDEC , com o objetivo de apresentar propostas de instalação de uma nova industria no Polo Empresarial Sul.

A empresaria Shirley Martins enfatiza que o interesse em investir na capital se deu pelo grande crescimento economico de Teresina e incentivos oferecidos pela Prefeitura.

“Fizemos pesquisas através de assessorias técnicas e contatamos uma população economicamente ativa, além disso, a Prefeitura oferece diversas vantagens para instalação de novas empresas. Esperamos agora apenas a parte burocrática para oficializar a instalação da empresa”, enfatiza a empresaria que pretende instalar em Teresina a Industria de cosméticos Paore.

A Prefeitura coordena as ações de investimentos na região do Pólo Sul, atuando com a concessão de incentivos e benefícios fiscais a empresários que se instalam na área, além de favorecer os recursos necessários para seu desenvolvimento e estruturação.

Segundo o gerente de Promoção e Investimentos da SEMDEC , Costantino Osires existe uma demanda de espaços para instalação de novos empreendimentos na capital.

“Existem vários pedidos de instalação de empresas em Teresina evoluindo. A Prefeitura tem presa em fazer as coisas acontecerem mas, precisamos ser rigorosos na análise dos projetos antes de chegar no conselho, objetivando celeridade nos processos de concessão de benefícios e incentivos fiscais”, enfatiza o gerente que também é menbro do Conselho Municipal de Desenvolvimento Economico- CONTEDE.

Dinart Porto, diretor de Industria da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Economico-SEDET afirma que Teresina deve ter cada vez mais reconhecimento no ramo da insdústria.

“Hoje estamos avaliando um ponto importante: o interesse da empresa , do municipio e do governo , com o objetivo de fazer fluir o desenvolvimento economico da cidade com geração de emprego e renda para a população”, disse.

Investimentos em infra-estrutura urbana, como a abertura de ruas e avenidas, implantação de rede elétrica e abastecimento de água, são alguns dos incentivos oferecidos pela Prefeitura de Teresina para atrair novas empresas. Da mesma maneira, as empresas devem oferecer ao município a criação de no mínimo 40 empregos diretos.

A SEMDEC e a Secretaria Municipal de Finanças fazem o acompanhamento das empresas para garantir que as regras estabelecidas sejam cumpridas.

Piauí deve fechar ano com investimento de R$ 800 milhões

26/08/2010 às 3:56

O Piauí deve fechar o ano de 2010 com um investimento de mais de R$ 800 milhões. O número cresce a cada ano e é bem superior ao registrado em 2002, quando o investimento no Estado não passava dos R$ 50 milhões anuais. A informação partiu do ex-secretário de fazenda e candidato a deputado federal pela coligação “Para o Piauí Seguir Mudando”, Antonio Neto.

Segundo ele, o volume de investimentos em infraestrutura, energia, estradas e a chegada de novas indústrias e empresas no Piauí são alguns dos fatores que colaboraram para esse crescimento acentuado. “Esse cenário que o Piauí vem apresentando nos últimos anos tem sido uma tendência. O Piauí tem tido uma média de crescimento acima da média registrada no Nordeste e no país. Enquanto o Brasil cresce 4% e o Nordeste cresce em torno de 5%, o Piauí cresce quase 6% ao ano”, disse.

Os números mostrados pelo candidato foram comprovados nesta quinta-feira (26). Segundo uma projeção publicada pelo Valor Econômico, mais importante jornal de economia do Brasil, o Piauí é o Estado que terá maior crescimento no Nordeste. Segundo a publicação, a região manterá um crescimento acima da média nacional, com destaque para o Piauí.

Em 2011, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste cresça a uma média de 5,25%, acima dos 4,5% projetados para o Brasil. Segundo a Datamérica, o Piauí será o Estado que mais vai crescer, chegando a um aumento do PIB de 5,8%.

Ainda de acordo com a matéria do Valor Econômico, o principal motor da economia piauiense será o agronegócio. Essa atividade vem registrando crescimento constante no Estado, diante da chegada de investidores de outros locais do país e da implantação de infraestrutura – estradas e energia – sobretudo na região dos cerrados.

Piauí se transformou em seis anos

Antonio Neto disse que, desde 2004, o Piauí apresenta um crescimento uniforme e afirma que esse é o reflexo dos investimentos feitos no Estado nos últimos anos. “O Piauí vive uma verdadeira transformação. No ponto de vista econômico, é um Estado que gera muito mais emprego e renda para sua população. Isso se reflete no aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, afirma.

Além disso, o ex-secretário da Fazenda disse que a chegada de novas indústrias e um comércio aquecido proporciona uma economia muito mais sólida e forte. “A política que o governo Wellington Dias e Wilson Martins implantou permitiu esses resultados positivos. Agora com Wilson isso será ainda mais potencializado”, garantiu.

O candidato disse que conhece Wilson há bastante tempo e sabe que, além de extremamente capaz, é um homem sério e comprometido com o Piauí. “Ele está sintonizado com a política de transformação implantada no governo Wellington Dias. Foi coordenador do PAC, foi vice-governador e hoje dirige o Estado. Wilson está dando continuidade a esse projeto e está dinamizando mais os investimentos no Estado do Piauí”.

Como exemplos citou a instalação da Suzano Papel e Celulose, que até 2013 vai investir mais de 1 bilhão e 800 milhões de dólares no Piauí. “Só com a Suzano, que é apenas uma das indústrias projetadas para 2010, serão gerados mais de 11 mil empregos diretos com a produção anual de mais de 1,3 milhões de toneladas na produção de celulose. Investimentos que Wilson Martins vai dar sequência e que certamente irá projetar ainda mais o PIB e consolidar o Piauí como um estado em desenvolvimento”, finaliza.

Elmano aposta no potencial empreendedor das mulheres

Elmano aposta no potencial empreendedor das mulheres

23/08/2010 às 7:34

Ao som da Banda 16 de Agosto, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, fez a abertura nesta segunda-feira, 23, na rua Climatizada, da Semana da Tecelagem e exposição de trabalhos realizados pelas mulheres empreendedoras de Teresina. O objetivo é o fortalecimento das associações, o estimulo à produção, comercialização e fortalecimento desse tipo de empreendimento.

“Essa é uma expressão de cultura que terá o apoio da Prefeitura. Acreditamos no potencial da classe empreendedora de nossa cidade e queremos cada vez mais incentivar o empreendedorismo para geração de emprego e renda e a satisfação econômica e pessoal dessas pessoas”, afirmou o Prefeito Elmano Férrer.

Cerca de 80 empreendedoras terão a oportunidade de comercializar seus produtos até quarta-feira, 25, nos mais diversos segmentos como, cerâmica, bordados, bijuterias, crochê, redes, confecções entre outros produtos. “Essa oportunidade fortalece o nosso trabalho. Esperamos não só vender, mas também divulgar o que nós produzimos”, afirma a tecelã, Alcire de Castro.

“A rua Climatizada é uma das principais do Centro de Teresina. Por aqui passa milhares de pessoas o que possibilita o reconhecimento dos trabalhos desenvolvidos por essas mulheres empreendedoras que este ano estão fazendo suas peças no local da exposição com tecelagem, produzindo tapetes e os artesãos do Poti Velho com cerâmica”, diz Antonio José Aguiar, presidente da Fundação Wall Ferraz.

Para a secretária executiva da SEMDEC, Jouse Lima, a Prefeitura está idealizando vários projetos visando o fortalecimento do empreendedorismo de Teresina. “Essas mulheres sobrevivem desse trabalho que por muitos é pouco conhecido, por isso a Prefeitura está idealizando um projeto no estacionamento da antiga Câmara Municipal de Teresina no sentido de proporcionar um espaço permanente a classe empreendedora e tirar do anonimato os nossos produtos locais”, argumentou.

O evento é uma realização da Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Wall Ferraz -FWF, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo – SEMDEC e a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves- FMCMC, e faz parte das comemorações do aniversário de 158 anos de Teresina.

Empreendedoras expõe na Rua Climatizada nesta 2ª

Empreendedoras expõe na Rua Climatizada nesta 2ª

22/08/2010 às 4:18

Com o objetivo de motivar e fortalecer o empreendedorismo, a Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo- SEMDEC, reuniu, na sede da secretaria, mulheres empreendedoras de vários seguimentos que irão expor seus trabalhos na Semana de Tecelagem que acontece a partir desta segunda-feira (23) e segue até o dia 25 na Rua Climatiza, Centro de Teresina.

De acordo com Jousy Lima, secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, a exposição faz parte da política de desenvolvimento da economia local: “A Prefeitura está incentivando os pequenos negócios, dando apoio aos empreendedores visando o fortalecimento da economia local, com geração de mais empregos, mais cidadania, mais inclusão social para garantir melhor qualidade de vida a esses profissionais”,enfatizou.

A secretária acrescenta ainda que outros espaços para exposições de produtos locais estão sendo idealizados pela Prefeitura: “Queremos fortalecer cada vez mais esse seguimento, para isso estamos idealizando espaços que sejam permanentes , oferecendo todo o suporte aos artesãos e empreendedores populares”, disse.

Através das feiras, muitos empreendedores têm melhorado de vida, como é o caso da artesã Edna de Sousa Barbosa que produz arte com madeira: “Apesar de ter uma pequena loja, não abro mão de participar das feiras para expor meus produtos, foi através delas que consegui ganhar dinheiro suficiente para terminar a construção de minha casa. Agora, vejo entusiasmada essa iniciativa da Prefeitura de retomar esse incentivo”, comenta a artesã que coordena uma equipe de 30 pequenos profissionais de Teresina.

Além da mostra em tecelagem, as empreendedoras terão a oportunidade de comercializar produtos como, bordado, cerâmica, confecções, bijuterias com sementes, mistura de arte com biscuit, crochê e outros.

Curva São Paulo terá shows e torneios no fim de semana

19/08/2010 às 5:56

A Prefeitura de Teresina realiza no próximo final de semana vasta programação em comemoração ao aniversário de três anos da nova estrutura do Balneário Curva São Paulo, localizado na zona Sudeste de Teresina.

No sábado, 21, o evento contará com a animação de duas atrações musicais, do trenzinho da alegria, feira de artesanato e torneios esportivos. A programação inicia às 8h. Já por volta as 11h00 os permissionários estarão ofertando ao prefeito Elmano Férrer um almoço em agradecimento a atenção dada pela atual gestão ao ponto turístico.

A festa continua no domingo, 22, com atrações musicais e outras atividades em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes Lazer, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo e da Comissão Organizadora Representativa do Balneário Curva São Paulo.

O superintendente da SDU/Sudeste, Paulo Roberto, disse que tem recebido orientações do prefeito Elmano Férrer para realizar parceria com os permissionários visando garantir melhor recepção aos visitantes do local. “Estamos empreendendo esforços para tornar o balneário um local mais visitado e que seja mais um local de lazer dos teresinenses”, afirmou.

Nos últimos meses o balneário Curva São Paulo teve aumento significativo no número de pessoas de diversos bairros da capital e de cidades vizinhas que utilizam o local como espaço de lazer.

Piauí teve virada econômica com 286 indústrias

15/08/2010 às 8:29

A nova geração de piauienses, muitos filhos de pequenos lavradores que nunca frequentaram uma escola, consolidou-se com trabalhadores da indústria, comércio e serviços locais. Atraídas pela política de incentivos tributários, 286 indústrias se instalaram ou estão em processo de implantação no estado só nos últimos oito anos. Os investimentos ultrapassaram os R$ 6 bilhões, puxados principalmente por empresas de grande porte, como Suzano e Vale. Os problemas estruturais, como a falta de saneamento básico na maior parte da capital do estado, são evidentes. Mas não o suficiente para desanimar grandes redes nacionais, como a bandeira de hipermercados Extra, que inaugurou a primeira unidade em Teresina há menos de um mês.

Nas ruas, os jegues cederam lugar às bicicletas e às motos. A geração de empregos, somada aos programas de transferência de renda, ajudou a construir um novo mercado consumidor com potencial ainda pouco explorado. Não foi por acaso que o Produto Interno Bruto (PIB) do estado apresentou variação positiva de 100,47% entre 2003 a 2010. A companhia aérea Azul, por exemplo, tem planos de operação de voos para a capital piauiense a partir do mês que vem: um alívio para os que sofrem com a falta de trajetos diretos para a cidade.

De acordo com dados da Secretaria de Fazenda do Piauí, a arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) alcançou R$ 896,5 milhões no primeiro semestre de 2010, 22,6% a mais que no mesmo período do ano passado. O órgão argumenta que isso é uma prova do aumento do número de empresas contribuintes. Já a arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) cresceu 16% no mesmo período, um sinal de que a população está comprando mais carros.

PAPELÃO

A chegada de novas empresas teve papel decisivo no crescimento da Nordeste Papelão, especializada na montagem e na impressão de embalagens feitas com papel ondulado. Há três anos, época que João Ribeiro Lima, 42 anos, assumiu a empresa, a demanda era de aproximadamente 30 mil caixas de papelão por mês. Hoje, é de 150 mil e continua crescendo mês a mês. Diante do cenário positivo, o empresário procurou o Banco Nacional do Nordeste (BNB) com objetivo de capitalizar a sua fábrica. “Não quero só montar. Criarei a primeira fábrica de papelão do Piauí”, promete. Ricardo Essinger, presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), avalia que o acesso ao crédito é fundamental para garantir a continuidade dos projetos públicos e privados. Segundo ele, o retorno é garantido.

Lima, por enquanto, sem acesso ao recursos, só consegue atender pequenos clientes, entre eles, os produtores de cajuína e ovos de codorna. A produtora de bicicletas Houston, por exemplo, precisa comprar embalagens de uma fábrica em Fortaleza. E a empresa precisará também cada vez mais de bicicletas, já que sua capacidade instalada aumentará 23% até 2011 (leia entrevista na página 16). O tema é de grande interesse do filho de agricultores Marcos Abdneis, 24 anos, já que conseguiu, na fábrica, seu primeiro emprego com carteira assinada há oito meses. “Nenhum dos meus três irmãos seguiu o trabalho no campo: um está na indústria e os outros dois trabalham em uma borracharia e em um supermercado”, conta. Filho de pais analfabetos, Abdneis parou no ensino médio, infelizmente um perfil que reflete a vida de muitos outros colegas, como o das amigas Valéria Soares, 20 e Naiana dos Santos, 27, que hoje recorrem às pedaladas diárias para ir e voltar ao trabalho.

O repórter viajou a convite da Houston

Eldorado do varejo

De olho no crescente poder aquisitivo do Piauí, as principais redes supermercadistas têm planos de expansão no estado. O Walmart, por exemplo, investiu R$ 65 milhões na construção de duas novas lojas. Uma delas será da bandeira Hiper Bompreço e a outra, da Maxxi Atacado. As unidades deverão ficar prontas até 2011. O Carrefour também tem planos de expansão na capital e começou as obras para a inauguração de uma nova unidade até o fim do ano. A loja vai gerar 350 empregos diretos, e os indiretos podem chegar a 900.

Já a mais nova loja do Extra, inaugurada na capital piauiense no último 22 de julho, opera com vendas acima das expectativas e está sempre lotada de consumidores. Graças ao empreendimento, as colegas Manoela Gleda, 24 anos, Maria da Conceição, 19, e Shara Shlitz, 20, conquistaram emprego formal após meses de procura. As três estudaram até o ensino médio. Com o aumento da renda, Maria, filha de costureira, vai usar parte do salário de fiscal de caixa para custear a faculdade em administração. “Mesmo depois de formada, quero continuar aqui”, avisa.

O diretor das operações da bandeira no Nordeste, Luís Carlos Araújo, calcula que a rede emprega cerca de 9 mil trabalhadores na região e garante que novos investimentos estão a caminho. “Atualmente, o Nordeste representa 10% de participação no faturamento. Nosso objetivo é elevar esse percentual para 15% até 2012”, conta

Fonte: Correio Braziliense

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